Magno Malta defende Orçamento de Fronteira para combater narcotráfico

MAGNO-MALTAOs números apresentados neste primeiro mês do Plano de Ação de Fronteiras são preocupantes. Em 30 dias, 550 pessoas foram presas em flagrante. Além disso, 10,5 toneladas de maconha e 500 quilos de cocaína foram apreendidos nas fronteiras do país. “Da mesma forma que a saúde, educação e segurança tem orçamento previsto, o Governo Federal deve estabelecer um percentual para as fronteiras, que garanta investimentos em tecnologia”, disse o senador.

Senador Magno Malta informou que já conversou com a presidenta Dilma Rousseff sobre a complexidade e a diversidade do controle das fronteiras brasileiras. “Nas favelas do Rio de Janeiro não tem plantio de cocaína e nem fábricas de metralhadoras. Sem tecnologia de ponta é difícil evitar a ação dos contrabandistas e narcotraficantes”, explicou Malta, que já foi presidente da CPI do Narcotráfico e conhece profundamente as raízes deste problema.

“Já elaborei para a presidenta Dilma o Programa Nacional de Combate ao Consumo de Drogas no Brasil”, revelou Magno Malta, em entrevista no início desta semana. “Além de recuperar os dependentes químicos, que estão jogadas nas valas e ruas, devemos imprimir um ritmo mais intenso no controle das fronteiras, mas só com recursos humanos é muito pouco. É necessário de verbas para implantar monitoramento eletrônico de ponta”, continuou Malta.

A repressão à entrada de drogas e armas em território brasileiro é uma das principais frentes do Programa. “Tenho consciência de que quando impedimos a entrada de drogas e armas no país, evitamos o consumo de drogas nas comunidades”, reforçou Malta que apóia o Plano Estratégico de Fronteira que entrou em ação no mês passado, mas ainda não tem orçamento previsto. “Sem recurso, sem tecnologia e só com poucos policiais, não combateremos os narcotraficantes e contrabandistas de armas”, concluiu o senador.

Fonte: Assessoria de Imprensa