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Companhia de Resgate vai reduzir o tempo de resposta nos atendimentos à população

O serviço de emergências médicas do Corpo de Bombeiros vai passar a ter gerência única, central e especializada. Trata-se da Companhia Independente de Resgate, com implantação em fase piloto na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) para cuidar da gestão das atividades de atendimento pré-hospitalar.

O objetivo, de acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), é reduzir o tempo de resposta nos atendimentos entre o momento em que o cidadão aciona o socorro até o instante em que recebe atendimento.

“A criação da Companhia de Resgate vai promover uma especialização dos nossos bombeiros para atendimento a uma das atividades mais importantes para a corporação e necessárias para a população. A Companhia de Resgate vai proporcionar também uma maior integração com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), oferecendo à população um atendimento com mais qualidade e mais efetividade”, destaca o coronel do CBMMG, Sebastião Carlos Fernandes.

Funcionamento

A companhia será implementada em fases e está na etapa piloto, com testes de rotinas, escalas, pessoal e de infraestrutura em andamento. O atendimento será oferecido a acidentes com vítimas feridas, acidentes com vítimas encarceradas, partos de emergência, queimaduras, resgates de motociclistas, mal súbito, quedas e acidentes vasculares cerebrais, paradas cardiorrespiratórias, entre outras urgências e emergências.

A coordenação ficará no bairro Padre Eustáquio, na antiga sede do Pelotão de Bombeiros. As equipes de resgate, no entanto, permanecem alocadas nas sedes dos Batalhões da RMBH. Para atuação na Companhia, os militares vão receber treinamento específico e permanente, voltado prioritariamente para o atendimento de urgências/emergências médicas.

Haverá, ainda, distribuição diferenciada de viaturas conforme a demanda, baseado em estudo estatístico dos dados de dia e horário de maior incidência de ocorrências. “Ou seja, a população contará com um atendimento mais rápido e diferenciado”, completa o coronel.

Estão previstas três unidades de resgate, seis motos resgates e 125 militares para atendimento à população, em dois turnos, 24h por dia. Pelo alto, o helicóptero EC-145, assim como os dois ‘Esquilos’ que pertencem ao batalhão de Operações Aéreas, vão continuar prestando suporte a todas as Unidades que necessitem do atendimento.

A previsão é a de que sejam investidos mais de R$ 1 milhão entre equipamentos e materiais, tais como colares cervicais, mantas térmicas, kits para partos e queimaduras, dentre outros.

Atendimento

Atualmente o serviço de resgate do Corpo de Bombeiros na RMBH é gerenciado por cinco Batalhões: dois em Belo Horizonte (Pampulha e Rua Piauí), um em Contagem e dois Batalhões Especializados (Batalhão de Operações Aéreas e Batalhão de Meio Ambiente e Resposta a Desastres) que dão suporte aos demais.

As ocorrências mais comuns do CBMMG são casos clínicos, como ml não definido, convulsão e síncope (desmaios) e casos de traumas, como acidentes de trânsito (resgate de motociclista), quedas, entre outras. Em 2014, foram mais de 348 mil ocorrências atendidas pelos Bombeiros em todo o estado, com 34% delas referentes a atendimento pré-hospitalar (casos clínicos, traumas e acidentes de trânsito). Na capital mineira, especificamente, foram 7,7 mil registros.

Fonte: Agência Minas

 

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