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TJMG nega Habeas Corpus para policiais civis envolvidos em chacina

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou na última quarta-feira (1), o Habeas Corpus para os quatro policiais civis de Ipatinga (MG), acusados de envolvimento na Chacina de Revés de Belém. Os policiais estão presos na casa de Custódia em Belo Horizonte desde junho de 2013.

De acordo com o advogado Silvestre Antônio Ferreira, que defende Ronaldo de Oliveira, os três desembargadores indeferiram o pedido alegando que a demora para instrução criminal está ocorrendo devido a complexidade do caso e a pluralidade dos réus.

Silvestre conta também que um dos desembargadores justificou a negativa do Habeas Corpus, devido a uma jogada feita pela defesa dos réus. “O magistrado disse que nós da defesa dos policiais tentamos ganhar tempo, quando levamos as testemunhas para serem ouvidas em outra comarca. Sabemos que não é por isso, o problema é que mesmo que o caso tramite na comarca de Caratinga, a testemunhas do caso moram em Ipatinga”.

Crime
Os policiais são acusados de matar quatro adolescentes em outubro de 2011, em Ipatinga.

Os menores Nilson Nascimento Campos, de 17 anos; Felipe Andrade, de 15; Eduardo Dias Gomes, 16; e John Enison da Silva, de 15 anos, haviam sido apreendidos por atos infracionais e levados para a sede da 1ª Delegacia Regional de Ipatinga no dia 24.

Os menores nunca mais foram vistos com vida e seus corpos foram localizados uma semana depois no distrito de Revés do Belém, em Bom Jesus do Galho, nus e com perfurações na cabeça.

Na ocasião, as primeiras investigações não apontaram os responsáveis. Porém, em 2013, uma força tarefa do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) reabriu o caso.

Durante as novas investigações, uma adolescente de 17 anos, que também foi apreendida juntamente com os menores mortos, afirmou ter visto os quatro agentes na Delegacia de Ipatinga no momento dos fatos, e reconheceu, por meio de fotografias, os policiais Ronaldo de Oliveira Andrade, José Cassiano Ferreira Guarda, Leonardo Alves Correa e Jimmy Casseano Andrade.

O depoimento da jovem foi o principal indício utilizado pela força-tarefa para pedir a prisão preventiva dos suspeitos. Os quatro detetives se encontram detidos desde junho de 2013 na Casa de Custódia da Polícia Civil, em Belo Horizonte.

G1

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