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Associação oferece R$ 5 mil por criminoso que matou policial no ES

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Uma recompensa de R$ 5 mil é oferecida pela Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo para quem der a localização do responsável pelamorte do policial Dayclon Nascimento Feu,do Batalhão de Missões Especiais (BME) do estado. Ele foi assassinado na madrugada deste domingo (7), durante uma patrulha de rotina no bairro Padre gabriel, em Cariacica, na Grande Vitória. De acordo a associação, o valor ainda pode aumentar caso demore para o criminoso ser localizado.

O caso aconteceu na Rua Chico Xavier, quando quatro policiais entraram de carro na via para fazer uma patrulha de rotina e viram dois homens armados. De acordo com o BME, os criminosos logo atiraram contra os policiais, que revidaram. Com isso, um dos suspeitos foi baleado. Durante o confronto, o soldado Dayclon Nascimento Feu, que estava no banco de trás do carro da polícia, foi atingido com um tiro na cabeça e morreu no hospital. Ele havia ingressado há cinco anos na Polícia Militar doEspírito Santo e há três no Batalhão de Missões Especiais.

O vice-presidente da associação, cabo Júlio Maria, destacou que toda a categoria está se mobilizando para localizar o homem que atirou contra o policial. “A polícia está toda na rua, nosso serviço que está de plantão, o serviço reservado e todo mundo. Em algumas horas, esse bandido vai estar na cadeia. Quem tiver alguma informação que nos faça chegar a esse bandido, vai ter sua identidade preservada e vai ter a recompensa de R$ 5 mil”, falou o cabo.

O velório do soldado começou na tarde deste domingo (7), no Batalhão de Missões Especiais, ao lado do Quartel da PM, em Maruípe, na capital. O enterro está marcado para as 9h desta segunda-feira (8), no Cemitério de Santo Antônio.

Conforme uma vontade previamente manifestada pelo soldado, a família de Dayclon Nascimento Feu doou as córneas dele.

Policiais fazem buscas pela Grande Vitória (Foto: Edson Chagas/ A Gazeta)Policiais fazem buscas pela Grande Vitória (Foto: Edson Chagas/ A Gazeta)
Polícia Militar
O comandante do BME, tenente-coronel Aguiar, explicou que os policiais do Batalhão e também de outros grupos especiais estão empenhados em encontrar o suspeito que conseguiu fugir. As buscas estão sendo realizadas no bairro Padre Gabriel, onde o crime aconteceu, mas também em outros bairros da Grande Vitória.

Isso foi uma afronta ao BME, a Polícia Militar e a sociedade”
tenente-coronel Aguiar, comandante do BME
“Vamos continuar trabalhando, incansavelmente, para colocar atrás das grades esse outro indivíduo que interrompeu a vida de um jovem que tinha um futuro brilhante pela frente, não só na vida policial, como na social. Isso foi uma afronta ao BME, a Polícia Militar e a sociedade. A gente não pode permitir que um policial militar que está protegendo e socorrendo a nossa sociedade, venha a ter sua vida ceifada por conta da atitude irresponsável de um cidadão desses”, disse o comandante do BME.

Por conta da tragédia e das buscas, policiais do Batalhão de Missões Especiais não participaram do desfile cívico de Independência, como tradicionalmente fazem, na manhã deste domingo (7).

O comandante da Polícia Militar, coronel Edmilson dos Santos, que esteve na solenidade, lamentou a morte e também garantiu que o criminoso será encontrado. “Dói muito, no coração de cada policial militar, ver o irmão de farda morto durante ação policial por um bandido, que com certeza a PM estará buscando, irá encontrá-lo e colocá-lo atrás das grades. Os policiais estão preparados para a ação, mas às vezes acontecem fatalidades, como aconteceu dessa forma”, disse.

Família
Dayclon Feu morava em Vitória com os pais e uma das irmãs. Segundo a família, ele estava cursando a faculdade de Direito e iria se formar no ano que vem. Além disso, planejava se casar com a namorada, com quem já tinha um relacionamento há nove anos. A família recebeu a notícia ainda durante a madrugada, e ficou muito abalada.

A pedagoga Verônica Nascimento, de 38 anos, irmã de Dayclon, contou ao jornal A Gazeta que ele era um parceiro, uma pessoa muito alegre, comunicativa, e que se dava bem com todos. Ser policial era o sonho dele desde criança, segundo ela.

“Amava ser policial, era a vida dele. Ele tinha o maior orgulho de ser policial e da profissão, e morreu fazendo o que amava. Quando ele entrou na polícia, foi com o objetivo de ser do Batalhão de Missões Especiais. Ele tinha o maior orgulho desse batalhão, de ser policial, de ser honesto, de ser incorruptível, de acreditar na Justiça, acreditar na polícia”, contou.

G1

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