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Ameaças de facção criminosa deixam autoridades em alerta

Policiais, agentes penitenciários e autoridades ligadas à Segurança Pública em Uberaba estão em alerta. Semelhante ao que acontece no Estado de São Paulo, as supostas ameaças estariam sendo feitas por meio de cartas e pichações em muros em diferentes pontos da cidade e os autores seriam integrantes de conhecida facção criminosa.

No fim de semana a reportagem do Jornal da Manhã recebeu informações de que policiais civis, militares, agentes penitenciários e integrantes do judiciário e Ministério Público estariam sendo ameaçados de morte por integrantes de bando que se intitulam membros de grupo denominado “Paz, Justiça e Liberdade”, o “PJL”, uma espécie de braço da facção criminosa que atua no Triângulo Mineiro e no Estado de São Paulo: o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A reportagem do JM encontrou pichações em muros de residências e de escolas nos bairros Santa Maria, Santa Marta, Alfredo Freire, Cidade Ozanan, Planalto, Estrela da Vitoria, Parque das Américas e Recreio dos Bandeirantes.
Em muro de uma casa no Cidade Ozanan, encontramos pichação com os seguintes dizeres: “Matar polícia é nossa meta. Apologia ao crime”. E destacam o cifrão e uma seta invertida, que, segundo policiais, é uma forma de dizer que estão pagando pelas mortes. Em outro muro se vê a pichação de um palhaço colorido, que na linguagem dos marginais significa “assassino de policiais”. As escritas são assinadas por homens que se dizem integrantes do “PJL”.
Moradores que tiveram os muros de suas residências pichados dizem que acordaram pela manhã e se depararam com as “ameaças” e alegam não ter visto ninguém pichando. Alguns compraram tinta e limparam as paredes rapidamente. Todos os moradores procurados pela reportagem pediram para não ser identificados.
Já um morador do bairro Santa Maria disse que os pichadores são menores de 18 anos que estão sendo recrutados pelos criminosos para o tráfico de drogas, mas se recusou a dar detalhes e nomes, e implorou, “pelo amor de Deus”, para não citar nem mesmo a rua de sua casa. “Tenho filhos e temo pelo pior”, disse.
Já um policial militar, que também pede para não ser identificado, afirma que recentemente flagrou grupo de traficantes durante reunião: “Cerca de 20 traficantes de drogas estavam reunidos. Temos a certeza que alguns são integrantes do PCC. Não temos medo. Fomos treinados e preparados para situações como esta. Não é nenhuma novidade para nós. Nosso dever é proteger a população e é isso que fazemos e vamos continuar a fazer”, conclui.
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